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ASSEMBLÉIA DE DEUS MADUREIRA JD:FANTINATO MOGI GUAÇU SP.


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*HISTORIA DAS ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

 

 

 


A História da Assembleia de Deus Data: Sábado, outubro 07 @ 12:00:00 BRT Tópico: Mensagens e Estudo

História

A Assembleia de Deus chegou ao Brasil por intermédio dos missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, que aportaram em Belém, capital do Estado do Pará, em 19 de novembro de 1910, vindos dos EUA. A princípio, freqüentaram a Igreja Batista, denominação que ambos pertenciam nos Estados Unidos. Eles traziam a doutrina do batismo no Espírito Santo, com a evidência inicial para os adeptos do movimento sendo a glossolalia - o falar em línguas estranhas. A manifestação do fenômeno já vinha ocorrendo em várias reuniões de oração nos EUA ( e também de forma isolada em outros países), principalmente naquelas que eram conduzidas por Charles Fox Parham, mas teve seu apogeu inicial através de um de seus principais discípulos, um pastor negro leigo, chamado William Joseph Seymour, na Rua Azusa, Los Angeles, em 1906.

nova doutrina trouxe muita divergência. Enquanto um grupo aderiu, outro rejeitou. Assim, em duas assembléias distintas, conforme relatam as atas das sessões, os adeptos do pentecostalismo foram desligados e, em 18 de junho de 1911, juntamente com os missionários estrangeiros, fundaram uma nova igreja e adotaram o nome de Missão Apostólica da Fé, que já era empregado pelo movimento de Los Angeles, mas sem qualquer vínculo administrativo com William Joseph Seymour. A partir de então, passaram a reunir-se na casa de Celina de Albuquerque. Mais tarde, em 18 de janeiro de 1918 a nova igreja, por sugestão de Gunnar Vingren, passou a chamar-se Assembléia de Deus, em virtude da fundação das Assembléias de Deus nos Estados Unidos, em 1914, em Hot Springs, Arkansas, mas, outra vez, sem qualquer ligação institucional entre ambas as igrejas.

A Assembleia de Deus no Brasil se expandiu pelo Estado do Pará, alcançou o Amazonas, propagou-se para o Nordeste, principalmente entre as camadas mais pobres da população. Chegou ao Sudeste pelos idos de 1922, através de famílias de retirantes do Pará, que se portavam como instrumentos voluntários para estabelecer a nova denominação aonde quer que chegassem. Nesse ano, a igreja teve início no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, e ganhou impulso com a transferência de Gunnar Vingren, de Belém, PA, em 1924, para a então capital da República. Um fato que marcou a igreja naquele período foi a conversão de Paulo Leivas Macalão, filho de um general, através de um folheto evangelístico. Foi ele o precursor do assim conhecido Ministério de Madureira, como veremos adiante.
A influência sueca teve forte peso na formação assembleiana brasileira, em razão da nacionalidade de seus fundadores, e graças à igreja pentecostal escandinava, principalmente a Igreja Filadélfia de Estocolmo, que, além de ter assumido nos anos seguintes o sustento de Gunnar Vingren e Daniel Berg, enviou outros missionários para dar suporte aos novos membros em seu papel de fazer crescer a nova Igreja. Desde 1930, quando se realizou um concílio da igreja na cidade de Natal, RN, a Assembleia de Deus no Brasil passou a ter autonomia interna, sendo administrada exclusivamente pelos pastores residentes no Brasil, sem contudo perder os vínculos fraternais com a igreja na Suécia. A partir de 1936 a igreja passou a ter maior colaboração das Assembléias de Deus dos EUA através dos missionários enviados ao país, os quais se envolveram de forma mais direta com a estruturação teológica da denominação.

Organização Denominacional

As Assembleias de Deus estão organizadas em forma de árvore, onde cada Ministério é constituído pela Igreja-Sede com suas respectivas filiadas, congregações e pontos de pregação. O sistema de administração é um misto entre o sistema episcopal e o sistema congregacional, onde os assuntos são previamente tratados pelo ministério, com forte influência da liderança pastoral, e depois são levados à assembleia para serem votados.
Os pastores das Assembléias de Deus podem estar ligados a convenções estaduais que, por sua vez, se vinculam à uma Convenção Geral.

Ramos

  • Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil - CGADB, com sede no Rio de Janeiro, considerada o tronco da denominação por ser a entidade que desde o princípio deu corpo organizacional à Igreja, e a quem pertence a patente do nome no país. A CGADB hoje conta com cerca de 3,5 milhões de membros em todo o Brasil (dados do ISER) e centenas de missionários espalhados pelo mundo. Seu presidente é o pastor José Wellington Bezerra da Costa, que preside também o Ministério do Belém, com sede em São Paulo, uma das grandes expressões da denominação no país.

A CGADB é proprietária da Casa Publicadora das Assembléias de Deus - CPAD, com sede no Rio de Janeiro, que atende parcela significativa da comunidade evangélica brasileira. À CGADB também pertence a Faculdade Evangélica de Tecnologia, Ciências e Biotecnologia - FAECAD, sediada no mesmo Estado, e que oferece os seguintes curso em nível superior: Administração, Comércio Exterior, Marketing, Teologia e Direito. Na área política, 21 deputados federais são membros das Assembléias de Deus e a representam institucionalmente junto aos poderes públicos nos assuntos de interesse da denominação, supervisionados pelo Conselho Político Nacional das Assembléias de Deus no Brasil, com sede em Brasília, DF, que coordena todo o processo político da CGADB. Além disso, são cerca de 27 deputados estaduais, mais de cem prefeitos e cerca de 1000 vereadores, todos sob a chancela de igrejas ligadas à CGADB.

Desde a década de 1980, por razões administrativas, a Assembleia de Deus brasileira tem passado por várias cisões que deram origem a diversas convenções e ministérios, com administração autônoma, em várias regiões do país. O mais expressivo dos ministérios independentes originários da CGADB é o Ministério de Madureira, cuja igreja já existia desde os idos da década de 30, fundada pelo pastor Paulo Leivas Macalão e que, em 1958, serviu de base para a estruturação nacional do Ministério por ele presidido, até a sua morte, no final de 1982. Ela deu origem à seguinte entidade:
Há, ainda, vários ministérios e um grande número de igrejas independentes que usam a nomenclatura Assembleia de Deus, em diversas regiões do país, que atuam sem vinculação com a CGADB ou com a CONAMAD, entre os quais:
  • Assembleia de Deus Renovada do Brasil,Fundada no dia 07 de novembro de 2005 pelo pastor Esequiel Ribeiro e a missionaria Maria Ribeiro, tem a sua sede na cidade de Araraquara-São Paulo.
  • Assembleia de Deus "Vida com Cristo " Pastor João Costa Lima ,tem sede em Av. Presidente Juscelino nº1.189 Diadema-São Paulo.
  • Assembleia de Deus Ministerio Deus Cuida de Mim Fundada em 2004 pelo pastor Otoniel Aureliano, tem sua sede geral na cidade de Marilia interior de São Paulo, Brasil.
  • Assembleia de Deus A Fortaleza da Fé fundada em 2000 pelo pastor Marcos Antonio Fernandes, tem sua sede em Rua: Lenir Liberato da Silva, 1087 - Anchieta. Rio de Janeiro - RJ
  • Assembleia de Deus Ministerio Renovada Internacional fundada em 14 de abril de 2005 pelo pastor Alcedino Jose Inacio,tem sede na Rua Marciano França,Ouro Verde-Goias.
Assembléia de Deus Ministério Monte dos Mistérios Fundada em 17/ 08/1997 pelo Pastor Rogério Baptista , tem sua séde na cidade de Planura MG.

Portugal

Em Portugal a história dessa denominação pentecostal é contada a partir do ano de 1913. Foram os missionários portugueses emigrados do Brasil José Plácido da Costa (1913) e José de Matos Caravela (1921) que deram início às ações que resultaram na fundação das Assembleias de Deus em Portugal.
A primeira igreja Assembleia de Deus em Portugal foi fundada na cidade de Portimão, em 1924, pelo missionário José de Matos, também responsável pela fundação das igrejas do Algarve, de Santarém e de Alcanhões. A partir desse ano, com a ajuda de missionários suecos e o esforço de obreiros portugueses, foram estabelecidas diversas outras igrejas em várias cidades, como: Porto, em 1930, com a intervenção do missionário sueco Daniel Berg; Évora, em 1932, pela ação da evangelista Isabel Guerreiro; e Lisboa, em 1934, com a ajuda do missionário Jack Hardstedt.
Da ação missionária das Assembleias de Deus em Portugal deu-se a expansão da igreja aos territórios ultramarinos, a exemplo de: Angola, Guiné, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor Este; os quais posteriormente tornaram-se nações independentes, mas mantiveram suas igrejas Assembleias de Deus nacionais em fraterna relação com as coirmãs portuguesas.
Em Portugal o ramo principal é a Convenção das Assembleias de Deus em Portugal, com quase 400 igrejas, a maior denominação protestante no país.
Além da CADP, existem outras denominações organizadas em Portugal, originárias de imigrantes brasileiros ou cismas da CADP, que adotam o mesmo nome, como a Assembleia de Deus Missionária; Assembleia de Deus Universal; Convenção Nacional das Assembleias de Deus (60 igrejas); Igreja de Nova Vida - Assembleia de Deus da Amadora.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos surgiram várias congregações pentecostais independentes, desde o avivamento da Azuza St, em 1906. Buscando unidade, comunhão entre si, trabalho missionário e organização legal, alguns líderes convocaram uma Convenção em Hot Springs, Arkansas, em 1914. Como resultado, houve a adesão de quase 500 ministros e a criação do General Council of the Assemblies of God (Concílio Geral das Assembleias de Deus), mais tarde sediado em Springfield (Missouri), Missouri. Essa igreja possui, hoje, cerca de 2 milhões de membros e envia missionários a vários países do mundo. John Ashcroft, procurador-geral dos EUA durante o primeiro mandado de George W. Bush, é membro dessa denominação.
As Assemblies of God apresentam algumas diferenças de sua coirmã brasileira: no tocante à administração, não existe o sistema de ministérios; cada igreja local é autônoma e não é subordinada a nenhuma outra entidade, mas voluntariamente agrupam-se em presbitério regionais, onde há igualdade entre todos e contam com a participação de representantes leigos. A congregação local entrevista e contrata o pastor, que é examinado e ordenado pelo Concílio Geral. Referente aos costumes, as Assemblies of God são integradas à sociedade americana, permitindo, por exemplo, que suas mulheres cortem o cabelo e usem calças compridas.

Grã-Bretanha e Irlanda

Organizada em 1924, a Assemblies of God in Great Britain and Ireland cresceu sob a influência do pastor Donald Gee. Reúne hoje cerca de 600 igrejas locais e possui uma rede de missionários atuando em vários continentes. Uma característica da AGGBI é a prática da Santa Ceia semanalmente.
Existem ainda Assembleias de Deus composta por imigrantes caribenhos e brasileiros, cujas igrejas não possuem relações com a AGGBI.

Doutrina

De acordo com o credo das Assembleias de Deus, entre as verdades fundamentais da denominação, estão a crença:
  • Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, considerada a única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão;
  • Na concepção virginal de Jesus Cristo, na sua morte vicária e expiatória, ressurreição e ascensão para o céu;
  • No pecado que distancia o homem de Deus, condição que só pode ser restaurada através do arrependimento e da fé em Jesus Cristo.
  • Na necessidade de um novo nascimento pela fé em Jesus Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus para que o homem se torne digno do Reino dos Céus;
A denominação pratica o batismo em águas por imersão do corpo inteiro, uma só vez, em adultos, em nome da Trindade; a celebração, sistemática e continuada, da Santa Ceia; e o recebimento do batismo no Espírito Santo com a evidência inicial do falar em outras línguas, seguido dos dons do Espírito Santo.
A exemplo da maioria dos cristãos, os assembleianos aguardam a segunda vinda premilenial de Cristo em duas fases distintas: a primeira, invisível ao mundo, para arrebatar a Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; e a segunda, visível e corporal com a Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo por mil anos, sendo portanto dispensacionalista.
Ainda, nesse corolário de fé, os assembleianos esperam comparecer perante o Tribunal de Cristo, para receber a recompensa dos seus feitos em favor da causa do cristianismo, seguindo-se uma vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tormento para os infiéis.

Culto

Os cultos das Assembleias de Deus se caracterizam por orações, cânticos, testemunhos e pregações, onde muitas vezes ocorrem manifestações dos dons espirituais, como profecias e o culto em línguas.

Críticas

A Assembleia de Deus - a exemplo de toda entidade que cresce e conquista espaços no emaranhado da organização social - sofre críticas, tanto por parte de outras denominações religiosas quanto por setores não-religiosos da sociedade civil. O rápido crescimento da igreja tem estimulado diversas produções intelectuais de pesquisadores dos fenômenos sociológicos e antropológicos contemporâneos; ao mesmo tempo que já gerou apaixonadas controvérsias e discussões, no campo puramente ideológico.
Algumas das principais críticas são:
  • Comportamentos considerados antiquados - algumas igrejas Assembleias de Deus impõem a seus seguidores costumes considerados ortodoxos, como o uso de vestido longo para as mulheres e a proibição do uso de cabelo longo para homens. Tais práticas são criticadas como repressivas e autoritárias. A igreja Assembleia de Deus não é um regime fechado de fanatismo religioso para questões de usos e costumes, mais sim utiliza a Biblia como principio etico e moral para se portar na sociadade de uma forma decente e equilibrada para anunciar as boas novas do Evangelho de Cristo para Salvação da alma.
  • Centralização e autoritarismo - observadores externos frequentemente criticam a forma de governo da maioria das Assembleias de Deus, considerada centralizadora e isolacionista. Também, diz-se que alguns de seus pastores são autoritários e que têm sua liderança religiosa incontestada (algo semelhante ao que ocorre com a autoridade papal na Igreja Católica Romana).
  • Disputas internas - a Assembleia de Deus sofreu múltiplas cisões e divisões internacionalmente, o que é motivo de preocupação para analistas.
  • Finanças - Apesar de não haver obrigatoriedade legal de publicização externa dos atos internos das entidades associativas de natureza religiosa, algumas igrejas são censuradas pela falta de transparência na discriminação de seus ativos e passivos. Para uma maior transparência de suas finanças, a maioria das igrejas realizam, mensalmente, os chamados "cultos de membros", nos quais é apresentada as movimentação financeira ocorridas no período, a exemplo de: entradas, saídas, salário do pastor, gastos com beneficência e construções. Estes dados são contabilizados pelos tesoureiros, em geral, escolhidos anualmente por eleição, dentre os crentes batizados membros; o qual lê o balancete no culto, submetendo-o à aprovação dos membros presentes.

Novos conceitos a respeito de usos e costumes

Algumas Assembléias de Deus vêm experimentando, mais recentemente, sensíveis mudanças comportamentais concernente a usos e costumes.
Em particular, algumas dessas igrejas já não mais implicam com determinadas peças do vestuário feminino, consentindo que as mulheres usem calças compridas, decotes mais alongados ou mangas mais curtas, desde que mantido um razoável padrão de pudor.
Quanto aos homens, diminuem as restrições ao uso de bigode, barba crescida ou cabelos mais alongados, substituindo-se o rigor da proibição pela recomendação de uma boa imagem pessoal ante a sociedade, nos padrões exigidos por algumas organizações corporativas.
De igual modo, tendem a desaparecer do cenário assembleiano as folclóricas proibições ao uso da televisão e do rádio; enquanto algumas igrejas passam a orientar seus adeptos a lerem bons livros e fazerem uso adequado da internet, numa clara demonstração de que as posições radicais do passado estão sendo substituídas pelo respeito à liberdade de seus membros usufruírem dos benefícios que a tecnologia põe ao dispor da sociedade contemporânea.

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